A startup InovaCubo Tecnologia Ltda, formada por estudantes empreendedores e inovadores da Paraíba – empresa classificada no Edital nº 23/2024, da Secties, que foi operado pelo PTHI, desenvolve uma solução tecnológica que promete transformar o cuidado com a população idosa através da união de inovação, eficiência energética e impacto social.
A InovaCubo fortaleceu o projeto sob orientação da equipe do PTHI como uma das empresas classificadas no segmento Economia da Longevidade do Conectando Startups. A empresa segue desenvolvendo uma vestimenta inteligente voltada ao monitoramento remoto da saúde de idosos, agora em parceria com a Unidade Embrapii do Centro de Energias Alternativas e Renováveis da Universidade Federal da Paraíba (CEAR/UFPB).
O projeto “Vestimenta” busca uma roupa capaz de coletar, de forma confortável e não invasiva, dados como temperatura corporal, batimentos cardíacos, pressão sanguínea e umidade. O sistema também será sensível ao ponto de detectar movimentos bruscos como choques e quedas e terá a capacidade de informar instantaneamente qualquer alteração ocorrida ao familiar ou cuidador responsável pelo monitoramento da pessoa protegida pelo acessório.
A participação no Conectando Startups foi fundamental para amadurecer o modelo de negócio e estruturar tecnicamente a proposta da InovaCubo. A partir dessa etapa, a empresa buscou a parceria com a Unidade Embrapii do CEAR/UFPB e vem a cada dia aprimorando a ideia e o produto no ambiente de pesquisa aplicada do Departamento de Engenharia de Energias Renováveis da UFPB. No ano passado, através da parceria entre a Secties, o Sebrae e o apoio da Fapesq PB, a startup deu mais um passo importante, junto com mais 22 projetos paraibanos, ao conquistar o direito de apresentar a sua solução no Web Summit Lisboa, um dos mais importantes eventos internacionais no segmento de inovação e tecnologia. Esta primeira experiência aconteceu em novembro de 2025. A equipe trabalha atualmente na fase de desenvolvimento do protótipo, com previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2026.
O projeto é atualmente coordenado pelo professor Flávio da Silva Vitorino Gomes e tem a eficiência energética como um dos principais desafios. Como a futura roupa será alimentada por bateria, o grupo desenvolve pesquisas rigorosas para otimizar o consumo de energia, buscando maximizar a autonomia do sistema. O desafio é equilibrar desempenho, conforto e viabilidade econômica e, desta forma, garantir que o produto venha a ser acessível ao maior número de pessoas e instituições.
Para Raimundo Pedro, pesquisador e gerente de projetos da InovaCubo, “O fomento do PTHI foi fundamental para o sucesso do projeto InovaCubo, pois nos permitiu aplicar os recursos financeiros e técnicos no desenvolvimento de uma solução inovadora e de alto impacto na área de saúde e bem-estar, capacitando a nossa equipe e impulsionando os processos de inovação tecnológica”.
Segundo Raimundo os próximos passos serão, na área técnica, aprofundar as pesquisas com sensores de umidade, de frequência cardíaca, oxigenação sanguínea, detecção de quedas e realizar os testes e a validação da solução em diferentes cenários e populações. Para a inserção no mercado, as próximas iniciativas da InovaCubo serão identificar potenciais parceiros e clientes para a solução, desenvolver um plano de negócios e marketing e realizar estudos de viabilidade e análise de mercado. Os estudos de forma, para a vestimenta, consideram diferentes contextos e padrões de necessidade para contemplar pessoas com rotinas ativas, cadeirantes e acamadas.
A iniciativa, no âmbito do ecossistema paraibano – ao combinar a criatividade de estudantes empreendedores, o suporte do programa Conectando Startups e a expertise técnica da Unidade Embrapii-CEAR – configura mais um exemplo do potencial que a integração entre o poder público e as instituições de ensino viabiliza em função do empreendedorismo na Paraíba.


